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Hábito de fazer exercícios sobe 125% na Capital

Entre 2009 e 2017, mais pessoas recorreram às atividades físicas; contudo, o número de pessoas obesas cresceu

Na contramão dos altos índices de obesidade e sobrepeso, os fortalezenses têm aumentado a prática de atividades físicas no tempo livre. De acordo com a pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2017, do Ministério da Saúde, - realizada em todas as Capitais do Brasil -em nove anos, o número de pessoas que praticam exercícios por mais de 150 minutos por semana aumentou cerca de 125% na Capital.

Até o ano passado, quando o Ministério havia divulgado a mesma pesquisa com relação aos números de 2016, o aumento percentual entre esse ano e 2009 havia sido de 163% somente em Fortaleza. Embora as variáveis tenham sido modificadas com o passar do tempo, o método de apuração continua o mesmo: via telefone.

Segundo o médico endocrinologista Marcelo Rocha Hissa, os exercícios são fundamentais para a diminuição dos problemas relacionados à obesidade e ao sobrepeso. "Praticar atividade física regularmente, andar de bicicleta, correr, pedalar, manter o corpo em movimento são providências fundamentais para evitar o distúrbio", assinala.

Obesidade

Facilidades tecnológicas, rotinas corridas, alimentação fácil e rápida e quase nenhum tempo ou disposição para caminhar ou levantar da frente do computador formam uma combinação perfeita para alguns. Cada vez mais presente na tão falada sociedade moderna, a mistura desses efeitos tem imbricado diretamente no aumento de uma camada da sociedade brasileira. Conforme a pesquisa Vigitel, um a cada cinco habitantes de Fortaleza está obeso, o equivalente a 19,2% da população total com obesidade no País.

O levantamento aponta ainda que 53,4% dos fortalezenses estão com excesso de peso, cenário que, para o médico Marcelo Rocha Hissa, é resultado de hábitos de vida difíceis de modificar. "A principal causa da obesidade é basicamente o nosso estilo de vida. Andamos cada vez menos, já que estamos sempre motorizados, e se, por um lado, a tecnologia nos ajuda nas tarefas diárias, por outro atrapalha, nos tornando mais sedentários".

Outro aspecto agravante para o aumento da obesidade na capital cearense também foi revelado pela pesquisa: a diminuição do consumo de frutas e hortaliças. De acordo com os dados da Vigitel, "diferente das demais capitais, a ingestão regular (em cinco ou mais dias na semana) desses alimentos em Fortaleza caiu em ambos os gêneros", reduzindo 10,4% entre 2008 e 2017.

O reflexo disso, como ressalta Marcelo Hissa, atinge principalmente a parcela infantil da população. "Nosso País tem preocupação histórica com a desnutrição, mas o foco tem mudado para a obesidade. As crianças têm consumido muito fast food, ao mesmo tempo em que não têm educação alimentar e os pais não atentam para a necessidade urgente de alimentação saudável".

Prejuízos

A estimativa da pesquisa, contudo, foi feita a partir do Índice de Massa Corpórea (IMC) de pessoas maiores de 18 anos das 26 capitais brasileiras, número calculado com base no peso e na altura dos entrevistados - variáveis que devem ser analisadas com cautela. "O IMC é fácil de aferir, mas não serve para avaliar realmente os maiores riscos de obesidade. O peso, por exemplo, pode ser cheio de gordura ou cheio de músculo, causando a falsa impressão de que pessoas com o mesmo índice têm riscos semelhantes", alerta o endocrinologista, afirmando que "coisas mais simples, como medir a circunferência abdominal", podem ser mais efetivas na avaliação e, consequentemente, na prevenção do distúrbio.

Os efeitos da obesidade, conforme elenca o médico, vão de prejuízos físicos a psicológicos, e devem preocupar a população por motivos que não se retêm apenas à estética. "As consequências mais comuns do grande acúmulo de gordura são aumento da incidência de diabetes e de hipertensão, e a população vem sofrendo as consequências desta última, com infartos cada vez mais jovens", pontua.

Tabagismo

Fortaleza, por sua vez, está entre as cinco capitais brasileiras com menor índice de fumantes, apresentando cerca de 5,6% da população que aderiu ao hábito-vício, de acordo com a Vigitel 2017.

Segundo a pesquisa, o baixo índice da capital cearense é um dos menores de todo o Brasil, ficando atrás apenas de Salvador, onde 4,1% da população fuma; Aracaju, com 4,8%; e São Luís e Teresina, ambos com 5,3% de fumantes.

Para a diretora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Valéria Goes, "os estudos têm mostrado que o que leva a pessoa ao tabagismo é o exemplo familiar. Se o pai, a mãe ou pessoas próximas fumam e a criança cresce vendo, acha que é hábito natural e adota", afirma, ao exemplificar casos de adolescentes de 13 e 14 anos de idade.

Segundo a médica, "o cigarro é uma forma de autoafirmação entre grupos de jovens. Além disso, é um consumo muito influenciado pela mídia cultural, associado à ideia de rebeldia, desafio. Alguns deixam o tabagismo à medida em que vão amadurecendo; outros ficam adictos à nicotina", avalia Valéria Góes.

Ações

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) da Prefeitura de Fortaleza, afirmou que o Poder Municipal tem promovido ações de incentivo à vida saudável, além do "atendimento e combate a essas doenças crônicas".

A

s areninhas, o projeto Atleta Cidadão, o Bicicletar e as academias ao ar livre são exemplos ações desenvolvidas pela Prefeitura que teriam tornado "Fortaleza uma cidade menos sedentária e mais saudável", segundo a SMS. Com relação ao tabagismo, a Prefeitura "desenvolve ações educativas de prevenção nos 110 postos de saúde, que incluem palestras nas escolas, na comunidade e nas próprias unidades, rodas de conversa, entre outras atividades de educação em saúde", escreveu o órgão em nota.

Diário do Nordeste


 
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