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Cervicalgia pode atingir até 50% da população em alguma fase da vida

A dor é localizada nas vértebras cervicais e pode ser dividida em duas categorias: crônica e aguda

O principal fator de risco da cervicalgia é a má postura ( Foto: Divulgação ) Quem nunca sentiu um incômodo no pescoço ou um torcicolo, levante a mão! A cervicalgia atinge a região cervical da coluna vertebral, responsável pela cabeça e pescoço. A região é a mais flexível da coluna em relação a movimentos, sendo rica em terminações nervosas que se ramificam para mãos, braços, pescoço e ombros. Por isso, em muitos casos, a dor pode se irradiar para essas regiões.

Segundo a fisioterapeuta Walkiria Brunetti, além da dor, a pessoa pode apresentar uma limitação na amplitude de movimentos do pescoço, ou seja, vai ficar literalmente com o pescoço mais enrijecido. “A cervicalgia tem um impacto importante na qualidade de vida.

Precisamos lembrar ainda que o pescoço controla os movimentos da cabeça em relação ao resto do corpo e problemas na região podem afetar a visão, o equilíbrio e as funções motoras”

Estima-se que a cervicalgia aguda afeta de 30 a 50% da população em geral, em algum momento da vida. A forma crônica, que dura por volta de três meses, pode afetar até 15% das pessoas, sendo as mulheres as principais vítimas.

A origem da dor

O fator de risco número um para a cervicalgia é a má postura. “As pessoas que trabalham em computadores ou usam demais o celular, principalmente se ficam com a cabeça abaixada durante um período prolongado, podem sentir dor e desenvolver um quadro de cervicalgia. Outro fator de risco importante é o estresse, pois a tensão acaba se concentrando na região dos ombros e pescoço”, comenta Walkiria.

A fisioterapeuta lembra ainda das pessoas que adotam algumas posturas como colocar as mãos na cintura elevando os ombros, ou que mesmo paradas acabam elevando mais os ombros do que deveriam, podem ter dores.

“Além das posturas, temos as dores ocasionadas pelo uso de travesseiros inadequados, por torção do pescoço em algum movimento mais brusco nas atividades do dia a dia, pela presença de hérnia discal na região cervical ou ainda por traumatismos ocasionados em acidentes de carro, por exemplo”. Confira algumas dicas da fisioterapeuta para prevenir dores na região cervical.

Celular: Quando for utilizar o celular leve-o até a linha dos olhos. Se estiver sentado, coloque uma almofada para amparar os braços. Abaixar o pescoço para usar o telefone é uma postura inadequada que pode levar a um quadro de cervicalgia.

Mão na cintura: Muitas pessoas têm esse hábito, especialmente se estão em pé e paradas numa fila, por exemplo. Mas, essa postura sobrecarrega os ombros e o pescoço. Então, o melhor é deixar os braços soltos ao lado do corpo.

Travesseiro: Peça-chave para evitar dores na cervical, o travesseiro é responsável por alinhar a curvatura da cervical. O travesseiro deve ser usado de forma com que a altura se encaixe entre a cabeça e o colchão, nem muito alto, nem muito baixo.

Computador: A tela do computador precisa estar distante cerca de 40 a 60 cm dos olhos, de modo que a cabeça fique alinhada e você não precise abaixá-la nem para enxergar a tela, nem para digitar.

Uma coisa por vez

Há pessoas que seguram o celular ou o telefone fixo com o pescoço para continuar a digitar ou a fazer o que estavam fazendo. Essa postura pode levar a um torcicolo, pois deixa a musculatura do pescoço totalmente contraída durante bastante tempo. "Faça uma atividade por vez. Se for imprescindível falar ao telefone e digitar, por exemplo, use o viva-voz ou ainda um headset".

Respiração

"Pessoas tensas e estressadas tendem a segurar o ar. Com isso, acabam levando toda a tensão para região dos ombros e pescoço. A dica é respirar e até mesmo suspirar para relaxar a musculatura", afirma.

Diário do Nordeste


 
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