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Casos de dengue em Fortaleza caem 95%

A dinâmica de circulação diferenciada em 2018 é uma das explicações para a baixa ocorrência de dengue na Capital

Considerada uma das arboviroses de maior incidência no mundo, a dengue é motivo de alerta constante no Brasil. Apesar da necessidade de manutenção da vigilância, neste ano, um cenário diferenciado de ocorrências vem se manifestando, em Fortaleza. Felizmente, nos primeiros seis meses de 2018, os casos dengue, segundo dados do Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), recuaram 95%, se comparados ao período semelhante de 2017. Neste ano, foram confirmados 619 casos de dengue na Capital, no primeiro semestre. No ano passado, foram 12.915 episódios entre janeiro e junho.

O Boletim é o mais recente divulgado pela Pasta e contém dados atualizados até o dia 22 de junho. Aponta que, até a 25ª semana epidemiológica, Fortaleza notificou 4.084 prováveis casos de dengue, sendo 3.904 de residentes na Capital e 180 de outros municípios. Daqueles cujos pacientes residem em Fortaleza, foram confirmados 619, o que representa 15,9% do total. Outros 53,8% foram descartados, 15,4% estão sendo investigados e 14,9% foram classificados como inconclusivos.

Dos casos de dengue confirmados, 94,1% foram por critério clínico epidemiológico e apenas 5,9% por laboratório. Em relação às mortes, foram registrados 13 óbitos suspeitos de dengue. Desses, cinco foram confirmados e oito seguem sendo investigados. Em 2017 foram confirmados 19 óbitos.

Justificativa

O coordenador de vigilância em saúde da SMS, Nélio Moraes, explica que o baixo número de casos registrados em 2018 tem relação com a dinâmica de circulação da dengue. Segundo ele, embora a presença do mosquito Aedes aegypti seja anterior, os primeiros registros de dengue no Ceará ocorreram há cerca de 31 anos. Nesse tempo, explica Nélio, circularam quatro sorotipos distintos. "Quando um sorotipo circula, ele depois acaba se esgotando e a força de transmissão diminui", reforça.

Nélio esclarece que, na década de 1980, circulou o sorotipo 1. Depois, no início da década de 1990, começou o sorotipo 2, com registro de casos mais graves e fatais. Tal característica permaneceu até os anos 2000, garante o coordenador. Posteriormente entrou em circulação o sorotipo 3, que, segundo Nélio, não afetou de modo tão intenso o Ceará. Já em 2010, o sorotipo 4 começou a circular no Estado e foram vivenciadas novas epidemias. Esse sorotipo, relata Nélio, já existia em países vizinhos como a Venezuela. "O sorotipo 4 foi mais passageiro que os demais", completa.

A partir de 2012, Fortaleza voltou a ter circulação do sorotipo 1 e registrou umas das maiores epidemias da Capital. "A arbovirose desta vez já pegou uma outra geração. Havia uma renovação populacional. Esse sorotipo circulou e teve também grande epidemia de dengue em 2015", acrescenta. Neste ano, garante, "o sorotipo 1 chegou a todos os estados e se exauriu. Há um processo natural de acomodação". Apesar dessa queda acentuada, reforça, a vigilância tem que ser muito ativa e o monitoramento permanente.

Nélio explica, ainda, que essa divisão categórica não significa que não há circulação paralela dos sorotipos, mas sim que há predominância de um determinado tipo em certos intervalos de tempo. O coordenador de vigilância lembra também que, nesse percurso do Aedes aegypti no Brasil, houve a entrada do zika vírus em circulação, "que é da mesma família da dengue".

Alerta constante

O cenário é de alívio frente aos anos anteriores, mas Nélio reforça que as preocupações são constantes, sobretudo, nas chamadas "áreas mantenedoras", regiões em que continuam sendo confirmados casos. São exemplos dessa situação, conforme o Boletim da SMS, bairros como Cristo Redentor (20 casos), Conjunto Ceará I (18), Bom Jardim (17), Serrinha (14) e Granja Portugal (13). "Há uma baixa considerável neste segundo semestre, por conta da redução de criadouros. Essa baixa de umidade limita o ciclo de vida do vetor baseado na tríade chuva-calor-umidade, mas, nessas áreas, temos que acentuar os cuidados", reforça.

Outros fatores que podem explicar a queda no número de casos, segundo Nélio, são a atuação do Comitê Intersetorial, que articula várias ações de forma transversal. Além da remoção do lixos em pontos estratégicos que conta com as ações da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis). "Ou a gente envolve os outros atores ou vamos continuar tendo a mesma história. Tudo isso passa pela educação. Pela formação na base", pondera.

Nélio explica que, para manter o cenário de baixa incidência, é necessário ter investimentos claros e concretos. Para o segundo semestre, conforme ele, está previsto o lançamento do Plano Dengue Zero em 2019. "Teremos quatro meses para nos prepararmos e estarmos atentos aos cenários de vulnerabilidade. Temos que monitorar qual vai ser o comportamento da doença e atuar para que, em 2019, continue calma". A projeção, diz, é que nos próximos meses os casos ocorram de forma residual.

Diário do Nordeste


 
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