Últimas Notícias
17/10/2018 - Projeto Mesa Brasil aproveita integralmente alimentos que seriam descartados; veja receitas criativas
17/10/2018 - Procon Fortaleza realiza mutirão de renegociação de dívidas
17/10/2018 - Petrobras mantém preço da gasolina nas refinarias em R$ 2,14; preço médio no Ceará chega a R$ 4,76
17/10/2018 - Chiquinha Gonzaga ganha homenagem do Google em seu 171º aniversário
17/10/2018 - Ceará tem as piores rodovias do Nordeste, aponta pesquisa da CNT
11/10/2018 - Veja o que abre e o que fecha em Fortaleza no feriado da padroeira do Brasil, 12 de outubro
11/10/2018 - PRF reforça fiscalização na estradas para o feriadão
11/10/2018 - CNPC aprova consolidação das normas atuariais e debate CNPJ por Plano
10/10/2018 - Obra no viaduto da BR-116 sobre av. Borges de Melo deve durar 90 dias
10/10/2018 - Empresas estrangeiras investem US$ 235 mi no CE em 2017
Histórico de Notícias
 Notícias

Como governos devem se preparar para uma população mais velha?

| PROJEÇÃO DEMOGRÁFICA | Em 2043, Ceará terá mais idosos do que crianças e adolescentes de até 14 anos. Em 2060, um a cada quatro cearenses terá mais de 65 anos

Em 25 anos, o Ceará terá mais idosos do que crianças e adolescentes de até 14 anos. O Estado será o 13º a alcançar esse perfil demográfico, acompanhando a tendência nacional de envelhecimento da população. Em 2060, um a cada quatro cearenses terá mais de 65 anos, mesma proporção dos brasileiros.

As estimativas populacionais foram divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante desse cenário, o País, os estados e os municípios precisam se preparar para acompanhar essa mudança no perfil populacional, que deve se projetar nos diversos setores da sociedade.

Segundo a pesquisa, o número de pessoas com mais de 65 anos deve alcançar 25,4%, quase triplicando os atuais 8,8% de habitantes nessa faixa etária. A parcela de cearenses com idade entre 15 e 64 anos deve diminuir de 69,2% para 60%. A mudança é considerada rápida e, segundo especialistas, requer mudanças nas políticas públicas.

De acordo com Zilma Gurgel, gerontóloga e fundadora da Universidade Sem Fronteiras (Unisf), o Brasil não está preparado para esse cenário. “É urgente formar geriatras e gerontólogos.

Precisamos de programas de prevenção e promoção da saúde para um envelhecimento bem sucedido, se não vai ser um caos econômico e social”, alerta.

Pioneira na área de educação para idosos, Zilma também enxerga mudanças necessárias na arquitetura da Cidade e nos projetos na área de educação continuada. “Essa mudança demanda calçadas uniformes, passarelas, programas de atividades físicas e educação para aumentar a resiliência. Para que as pessoas possam abraçar o envelhecimento com qualidade”.

Para Jarbas Roriz, geriatra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), isso demanda profissionais mais especializados na área. “A saúde do idoso requer uma ampla oferta de serviços. Desde a atenção primária, passando pela organização em nível secundário com diversos especialistas e com profissionais de gerontologia nas diversas áreas da saúde. E do terciário, visto que terão mais doenças e complicações, internações hospitalares e procedimentos de terapia intensiva”, detalha.

De acordo com dados da Demografia Médica de 2018, o País não chega a ter nem um geriatra para cada 100 mil habitantes. Com 1.817 especialistas, a razão é de 0,87 para esse grupo populacional. Deste total, 60% se concentra no Sudeste.

“Não temos nem vamos alcançar rapidamente um número grande de especialistas. O desafio passa a ser a capacitação dos profissionais do atendimento de saúde. O idoso pode ser atendido pelo médico de família, clínico e diversos especialistas desde que estejam treinados”, defende Jarbas.

Ele destaca ainda a importância de atividades de estímulo ao cérebro para a construção de uma reserva cognitiva e manutenção das funções cerebrais. “Os idosos precisam de acesso a uma boa mobilidade urbana porque têm tendência de perda muscular, problemas ósseos e de equilíbrio”.

Já na área econômica, segundo Ricardo Coimbra, professor de economia da Universidade Estadual do Ceará (Uece), o principal impacto que se vislumbra é o crescimento do déficit previdenciário.

“Com o número de pessoas ativas menor do que o número de pessoas recebendo é necessário incentivar as empresas a empregar esses indivíduos com alíquotas diferentes nas faixas etárias”, detalha. A mudança demanda ainda novos serviços voltados para essa parcela da população.

O Povo


 
Clique para instalar! Se você não consegue visualizar os arquivos PDF, clique aqui e instale o programa Acrobat Reader
Av. Barão de Studart nº 2360, Ed. Torre Empresarial Quixada, L - 06, Joaquim Távora, Fortaleza - CE, CEP: 60.120-002
Tel: (85) 3205-6450     Fax: (85) 3205-6468     CNPJ: 07.083.033/0001-91

2009 CABEC. Todos os direitos reservados.