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26.06.2018
263 mil idosos se mantêm trabalhando no Estado

Apenas da Capital cearense, 94 mil pessoas com 60 anos ou mais permaneciam no mercado de trabalho no primeiro trimestre deste ano
Os idosos estão adiando a saída do mercado de trabalho em todo o Brasil. No primeiro trimestre de 2018, mais de 263 mil pessoas com 60 anos ou mais exerciam algum ofício profissionalmente no Ceará. O número corresponde a 7,4% do total de ocupações no Estado, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos três primeiros meses de 2012, eram 245 mil pessoas ocupadas nessa faixa etária, correspondendo a 7,1% dos inseridos no mercado de trabalho cearense. Portanto, de 2012 para cá, houve uma alta de 7,34% na participação de idosos.

Em Fortaleza, também observou-se a mesma evolução. No primeiro trimestre de 2012 havia 77 mil pessoas de 60 anos ou mais de idade ocupadas (6,6%), enquanto no 1º trimestre de 2018 havia 94 mil, correspondendo a 7,7% dos ocupados no mercado de trabalho da Capital.

Em seis anos, portanto, houve um incremento de 22,07% na quantidade de idosos atuantes no mercado de trabalho. O quantitativo é crescente desde o primeiro trimestre do ano passado (88 mil pessoas).

Novo comportamento

O IBGE ressalta que não houve um retorno de pessoas dessa faixa etária que estavam na inatividade para engrossar a força de trabalho, mas foram o envelhecimento da população e a mudança de comportamento das pessoas, que adiam a ida para a aposentadoria.

Rendimento médio

Os idosos também ganham mais do que os trabalhadores que iniciam no mercado de trabalho. Enquanto o idoso ganhou, no primeiro trimestre desse ano, em média R$ 1.596 no Ceará, um trabalhador jovem de 18 a 24 anos teve rendimento médio mensal de R$ 850.

Dados nacionais

Embora os trabalhadores mais idosos correspondam ao grupo com menor participação no total da ocupação no Brasil, esse porcentual vem crescendo ao longo do tempo, passando de 6,3% em 2012, quando começou a série da Pnad Contínua, para 7,8% em 2018.

No primeiro trimestre de 2012, 20% dos idosos ocupados que perderam sua colocação no mercado de trabalho decidiram migrar para a inatividade, enquanto que em igual período de 2018 esse porcentual caiu para 16%. Ao mesmo tempo, no primeiro trimestre de 2012, 48% dos idosos que estavam desempregados resolveram aderir à inatividade, ao passo que, em 2018, essa fatia caiu para 40%.

Perfil

Na média dos últimos quatro trimestres, do segundo trimestre de 2017 ao primeiro trimestre deste ano, 46% dos trabalhadores ocupados com mais de 60 anos de idade moravam no Sudeste, 56% eram mulheres e 63% se declararam como chefes de família. Apenas 27% deles estavam no mercado formal, enquanto outros 45% atuavam por conta própria. O comércio absorveu 17% desses trabalhadores, outros 15% estavam na agricultura e 10% atuavam no setor de serviços relacionados a educação e saúde.

Diário do Nordeste

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