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29.01.2019
Alfabetização Financeira

Na verdade, o que falta à maioria das pessoas é alfabetização financeira.

Isso mesmo: o bê-a-bá, o básico sobre como lidar com o dinheiro, acessá-lo, investi-lo e gastá-lo.

O ideal seria que tivéssemos alguns princípios da alfabetização financeira desde cedo na vida, mas não é o que acontece normalmente.

Realidade para crianças

Quando crianças, dependemos do patrocínio dos nossos pais para estudar, nos vestir, sobreviver.

Não seríamos capazes de nos tornar adultos sem esse “paitrocínio“, mas nem por isso paramos para pensar em como as coisas surgem em nossa vida.

Não sabemos como, mas a roupa aparece, assim como a comida na mesa, o dinheiro para os livros ou para o cinema.

Sabemos que a fonte do dinheiro são os nossos pais e que, se lhes pedirmos dinheiro, eles nos darão…

…mas não fazemos a mínima ideia de como aquelas notas foram parar na carteira deles.

Realidade para adultos

Quando somos crianças, é de se esperar que não tenhamos consciência sobre a origem do dinheiro ou como obtê-lo.

Mas, por incrível que pareça, há pessoas que pouco evoluem nesse aspecto, mesmo depois de se tornarem adultas.

Algumas só “caem na real” depois de se casar.

Descobrem quantas contas têm que pagar e como se organizar nesse aspecto.

Enquanto viviam com os pais, não tinham que “esquentar” com nada disso, é claro.

Tudo o que ganhavam era para gastar com elas mesmas, sem ter de se preocupar com a conta de energia, celular, condomínio, água, financiamentos, entre tantos outros.

Então, quando saem do ninho e montam a própria casa, vem a constatação: a vida é cara.

Ganhar ou fazer dinheiro?

A falta de noção sobre a existência dos custos envolvidos em nossa própria manutenção é um sinal da ignorância sobre o que fazer para nos tornarmos financeiramente viáveis.

O fato é que realmente precisamos de um patrocinador, mas não alguém que nos dê dinheiro, como quando éramos crianças.

Precisamos de pessoas que comprem nossa aptidão profissional, nosso produto ou serviço.

Adquirir consciência disso é um pouco mais difícil para nós, que falamos a língua portuguesa e usamos a expressão “ganhar dinheiro”.

Ganhar traz a implícita ideia de que alguém tem de nos dar.

Já os americanos dizem “make money”, ou seja, fazer dinheiro, o que cria a noção de que eles têm de se “virar” para consegui-lo, têm de transformar “algo” em dinheiro.

Isso passa pelo entendimento do modelo de negócios que vivenciamos atualmente, bem diferente do que ocorria há 50 anos, por exemplo.

Nos dias de hoje, a maioria das pessoas desempenha um trabalho criativo e/ou intelectual.

A exceção é o trabalho braçal, que tem sido terceirizado ou automatizado, em muitos casos.

Outra mudança está relacionada ao emprego.

Dificilmente uma pessoa ingressa numa empresa e permanece na mesma instituição até a aposentadoria.

As empresas buscam pessoas que serão úteis para determinado projeto e as pessoas buscam oportunidades onde existem novos desafios e melhores recompensas.

Por isso há tanta rotatividade.

O último ponto desse novo modelo de negócios é a irrelevância do diploma.

Cada vez menos é dado importância ao diploma, sendo valorizada a capacidade de produção de cada um, a capacidade de gerar valor.

Tanto é assim que existe um mito onde o aumento salarial é (ou deveria ser) a recompensa pelo trabalho feito no passado.

Mas não é.

Vamos olhar pelo ponto de vista do empregador.

O bom trabalho realizado no passado, para o dono da empresa, já está pago.

Você pode até receber um bônus ou uma comissão extra por isso, mas ele só te dará um aumento se achar que existem atividades que podem ser bem desempenhadas por você no futuro.

Ou ainda só te dará uma promoção se entender que você poderá ser substituído com facilidade.

Para a empresa, aumentar seu salário de R$ 3 mil para R$ 5 mil é praticamente irrelevante.

No entanto, se for difícil encontrar no mercado um técnico tão bom quanto você, é muito mais fácil ela contratar um novo gerente, em vez de promover você.


Fonte: https://queroficarrico.com/blog/vida-financeira/

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