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10.05.2018
550 mil painéis solares devem chegar ao Pecém

Do total da carga, 478 contêineres, contendo as placas de geração de energia fotovoltaica, já foram desembarcados no Ceará, até abril deste ano, segundo o Complexo Industrial e Portuário do Pecém
Até o fim de 2018, 550 mil painéis fotovoltaicos, ou placas solares, deverão entrar no Ceará pelo Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). A carga representa a movimentação de pelo menos 768 contêineres sendo transportados para impulsionar o mercado de geração de energia solar no Estado. Do total, já desembarcaram 478 contêineres carregados do material produzido pela GE Power. Segundo a assessoria de comunicação do Porto do Pecém, os painéis irão compor o Projeto Apodi, localizado em Quixeré (CE).

"O Porto do Pecém vem se consolidando como principal porta de saída e entrada de mercadorias e está participando de mais um grande projeto para o Estado. O projeto de energia solar Apodi, após concluído, vai beneficiar mais de 250 mil residências com energia limpa, além de contribuir com o meio ambiente. Este é um dos objetivos do Porto do Pecém, promover o desenvolvimento responsável em todo o estado do Ceará", ponderou Danilo Serpa, presidente do Cipp.

A construção do Complexo Solar de Apodi, como já antecipou o Diário do Nordeste, em novembro do ano passado, deverá empregar entre 800 e 1,1 mil pessoas durante as fases de execução do projeto, sendo que 40% da mão de obra deve ser captada do mercado de trabalho local. A obra começou em 4 de outubro e deverá ser concluída até novembro de 2018.

O empreendimento tem investimento estimado em R$ 700 milhões e terá capacidade de geração de 162 megawatts (MW), suficientes para atender 250 mil residências. Do valor total que será investido, cerca de 65% (R$ 477,4 milhões) foi financiado pelo Banco do Nordeste, por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O restante é de responsabilidade dos sócios na proporção da participação de cada um.

Para o diretor da Sou Energy, Carlos Kleber, empresa especializada em instalação e distribuição de energia solar, o Ceará é o estado brasileiro com o maior potencial de mercado na geração de energia fotovoltaica. "Somos hoje o estado com maior número de instalações e maior potência gerada; e temos capacidade para crescer ainda mais", analisou o executivo.

A afirmação do diretor da Sou Energy corrobora com dados da Associação Brasileira de Energia Solar, Absolar, que prevê crescimento de 358% no setor de Geração de Energia Distribuída em 2018 para o País. Esse sistema é o instalado em residências, empresas e indústria, e todo o excedente produzido é lançado na rede de distribuição em troca de desconto na conta de energia ao final de cada mês.

Já no sistema de Geração Centralizada, o sistema de usinas de energia solar, a previsão de crescimento na operação é de chegar à produção de 2 gigawatts (GW) no Brasil. Atualmente, o País produz 1,1GW.

Importação

A China ainda é o principal mercado exportador de placas fotovoltaicas para o Brasil, afirma Augusto Fernandes, CEO da JM Aduaneira, empresa especializada em gestão logística para processos de importação e exportação de cargas.
Segundo Augusto, o outro país que exporta produtos para o setor é a Alemanha. De lá, assim como da China, vem os conversores para o sistema. Esse equipamento é o responsável por converter a energia gerada pelas placas para as característica da rede elétrica local. No primeiro trimestre deste ano, a empresa atuou na importação de placas e insumos para uma usina que está sendo instalada no Piauí.

Diário do Nordeste

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