Entenda a diferença e conheça os sintomas mais comuns.
Você sabia que metade dos brasileiros tem predisposição genética para desenvolver intolerância à lactose? Os dados foram apresentados pelo laboratório Genera como resultado de um estudo sobre “O perfil do DNA do brasileiro na saúde e bem-estar”.
A pesquisa analisou 200 mil DNAs de pessoas com idades entre 18 e 65 anos de todas as regiões brasileiras, indicando que 51% da população podem desenvolver intolerância ao açúcar do leite.
Mas, afinal, qual a diferença entre a alergia ao leite e a intolerância ao leite e como podemos saber se é hora de procurar um médico? Nesta edição do Informativo CABEC traremos algumas dicas valiosas que podem lhe ajudar a garantir o seu bem-estar.
ALERGIA OU INTOLERÂNCIA? A alergia ao leite, mais comum em crianças, é uma reação imunológica contra as proteínas do leite da vaca, como a caseína, a alfalactoalbumina e a betalactoglobulina. Já a intolerância afeta principalmente adultos e idosos devido à incapacidade do organismo de digerir a lactose, o açúcar existente no leite e seus derivados.
A intolerância acomete pessoas que não produzem (ou produzem em quantidade insuficiente) uma enzima digestiva que se chama lactase, responsável por decompor a lactose. Quando a lactose não é absorvida, ela chega intacta ao intestino grosso, acumulando-se e sofrendo fermentação pelas bactérias que fabricam o ácido lático e os gases intestinais.
A causa pode ser uma deficiência congênita, ou seja, a pessoa já nasce sem condições de produzir a lactase, mas o mais comum é haver uma redução progressiva da produção de lactase. A deficiência da lactase também pode ser temporária, quando é consequência de doenças intestinais, como a doença celíaca, a doença de Crohn e a síndrome do intestino irritável.
E AGORA, PRECISO PARAR DE TOMAR LEITE?
Se você apresenta os sintomas listados acima, a primeira coisa é procurar um médico gastroenterologista ou nutricionista para fazer o diagnóstico por meio de exames laboratoriais e testes orais.
O tratamento geralmente é feito com medicamentos e dieta. Em ambos os casos é recomendado evitar leites e derivados. Pessoas com intolerância podem ainda consumir alguns itens que tenham menos lactose, como queijos muçarela, parmesão e provolone. Já itens como leite, leite em pó, requeijão, queijo branco, cottage e ricota carregam quantidades maiores desse açúcar, razão pela qual devem ser evitados.
Há ainda suplementos com lactase e enzima sintética que podem ser tomados antes do consumo, para aliviar os sintomas.